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Bahia, 29 de novembro de 2025
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Por Isana Pontes | Jornalista
A reestruturação do sistema tributário brasileiro reacende um debate fundamental sobre a sustentabilidade financeira das escolas particulares. As novas regras, que unificam tributos sobre o consumo e alteram a forma de incidência dos impostos, obrigam o setor educacional a repensar sua organização contábil, seus modelos de precificação e a eficiência na gestão de custos.
Para o contador Alisson Santana Silva, sócio da Impacto Contabilidade, a principal mudança está na lógica de arrecadação. “Deixamos de tributar a receita para tributar a operação. A primeira coisa que a escola precisa identificar é o seu perfil tributário para entender o impacto real dessas mudanças”, explica.
Segundo ele, as instituições enquadradas no Simples Nacional não sentirão alterações imediatas na carga tributária, mas devem se preparar para possíveis aumentos de custos, já que fornecedores de bens e serviços repassarão seus novos encargos. “Cada escola precisa revisar suas finanças e conversar com o contador para identificar se as mudanças trarão ganho ou perda”, orienta.
Contador Alisson Silva | Foto: Divulgação (Arquivo pessoal)
O economista Fernando Barão, da Corus Consultores, reforça que as escolas nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido terão substituição dos tributos ISS, PIS e Cofins pelo novo IVA, imposto sobre valor agregado que incide sobre a receita bruta. Mesmo com o redutor de 60% previsto para serviços educacionais, a tendência é de aumento da carga tributária, ainda que em menor escala que outros segmentos.
Os cálculos indicam que o impacto sobre as anuidades escolares pode variar entre 1% e 4%, enquanto atividades extracurriculares — que não contam com o redutor — podem ter aumento de 8% a 12%. “Parte desse acréscimo deve chegar às mensalidades, o que reforça a importância de uma gestão mais eficiente e transparente”, observa Barão.
Embora a reforma traga simplificação tributária para setores como indústria e comércio, o cenário educacional deve enfrentar maior complexidade nos primeiros anos de adaptação. As escolas precisarão rever processos internos, fortalecer a relação com seus contadores e adotar práticas de planejamento financeiro mais rigorosas para manter o equilíbrio econômico sem comprometer a competitividade.
Mais do que uma mudança contábil, a Reforma Tributária representa um marco na gestão educacional privada, que passa a depender ainda mais de planejamento estratégico, controle de custos e visão de longo prazo para garantir sua sustentabilidade no novo ambiente fiscal.
Economista Fernando Barão| Foto: Divulgação (Arquivo pessoal)
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